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segunda-feira, 7 de março de 2016

As semelhanças e diferenças entre a polarização política no Brasil e na Venezuela

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Image captionPresidentes de ambos os países estão sob fogo cruzado
Enfrentamento entre manifestantes e insultos racistas. De um lado as cores nacionais apropriadas como símbolo opositor, de outro, camisetas e bandeiras vermelhas. Meios de comunicação acusados de "golpistas" e um líder político capaz de despertar amor e ódio. Não fosse o verde-amarelo e o idioma usado nas palavras de ordem, a cena poderia representar a Venezuela.
A crescente polarização no Brasil entre governistas e opositores teve os ânimos acirrados na sexta-feira, após a operação da Polícia Federal contra Luiz Inácio Lula da Silva. A reação do ex-presidente e de manifestantes pró e anti-PT leva analistas políticos venezuelanos ouvidos pela BBC Brasil a traçarem paralelos entre os dois países.
Para o cientista político Carlos Romero, professor da Universidade Central da Venezuela, o menor grau de politização da sociedade brasileira, se comparada à venezuelana, "afasta" do Brasil o risco de uma polarização tensa e violenta que marca com frequência o embate político no país vizinho. "A disputa ideológica nesses anos politizou os venezuelanos", afirmou.
A divisão social inerente à história da Venezuela se aprofundou com a chegada ao poder do líder venezuelano Hugo Chávez, morto há três anos. Defensor do socialismo, Chávez desapropriou terras para a reforma agrária, aumentou o controle do Estado sobre a a exploração petrolífera, enfrentou os meios de comunicação e quem mais atacasse a "revolução bolivariana".
Sua retórica imediatamente seduzia as classes populares, beneficiárias da redução da desigualdade social – e repelia com a mesma força as classes média e alta.
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Image captionPara especialista, retórica de Chávez dividia a Venezuela – assim como a de Lula no Brasil
O mito Lula foi construído sobre outras bases, destaca Romero. O ex-presidente optou pela conciliação entre os diferentes setores da sociedade brasileira, "não politizou", mas ainda assim não pôde evitar a polarização.
"A elite nunca está disposta a ceder (para reduzir a brecha social) mas (os programas sociais) foram impostos pelo Estado nos anos 'dourados' do governo Lula mesmo assim", afirmou. "A corrupção (no governo), no entanto, não pode ser atribuída como responsabilidade da elite brasileira ou dos setores privados na Venezuela."

Lula x Chávez

Após a ação coercitiva que o levou ao posto da PF no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para depor, o ex-presidente disse que as acusações contra ele são fruto do incômodo das classes mais altas pelas políticas sociais que promoveu no país.
"Ter acesso a universidade, emprego, ao mínimo para comer, isso incomodou muita gente e tem que destruir esse avanço dos (que vêm) debaixo."
Lula anunciou que voltará a rodar o país junto aos movimentos populares e pediu para seu partido, o PT, "levantar a cabeça".
O escritor venezuelano Alberto Barrera Tyszka disse que a reação de Lula lhe recordou do tom polarizado presente nos discursos de Hugo Chávez.
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Image captionEscritor diz que reação de Lula a ação da PF lhe lembrou discursos de Chávez
"O Brasil pode estar caminhando a um processo forte de polarização, mas de todas maneiras será diferente da situação vivida na Venezuela. As lideranças de Lula e Chávez são diferentes", acrescentou Barrera, autor de Chávez Sem Uniforme e da ficção Pátria o Muerte ("Pátria ou Morte", na tradução do espanhol), que conta as consequências da polarização na Venezuela.
"Chávez polarizou o país antes de ter uma definição ideológica. Se propôs como um herói destinado a mudar a história (...) não tenho certeza de que Lula tenha esse mesmo perfil", afirmou.
O cenário venezuelano, no entanto, poderia se reproduzir no Brasil caso as investigações da Operação Lava Jato levarem à condenação e prisão do ex-presidente. "(Uma eventual prisão) pode acentuar a polarização e os riscos de manifestações violentas", afirmou Carlos Romero.
De acordo com pesquisa do Instituto Vox Populi divulgada no fim de semana, 56% dos entrevistados disseram ser contrários a que a Operação Lava Jato inclua o ex-presidente nas investigações. Num universo de 15 mil entrevistados, 57% disse acreditar na inocência de Lula.

Crise econômica

Há exatos três anos de sua morte, Hugo Chávez se mantém como o ícone de adoração e repúdio na sociedade venezuelana, que enfrenta uma das piores crises econômicas dos últimos anos. Queda dos preços do petróleo – único motor da economia –, corrupção, acusações de sabotagem por setores empresariais antichavistas e ineficiência da administração do presidente Nicolás Maduro compõem o cenário da crise e de uma sociedade, até agora, irreconciliável.
De um lado estão os revolucionários; e de outro, os antichavistas.
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Image captionRadicalização venezuelana pode se repetir no Brasil caso Lula seja preso, afirma analista
A crise econômica brasileira é outro ponto de encontro entre ambos países.
Em meio à crise política, o IBGE anunciou a queda de 3,8% do PIB em 2015, a pior retração em duas décadas.
"O retrocesso das economias também se expressa em desemprego e desânimo, e, ao mesmo tempo, no aprofundamento da polarização", afirmou Carlos Romero, ao considerar que aqueles que deixaram de ser beneficiados por programas sociais podem ter mudado de lado.
A temperatura da disputa nas ruas no Brasil tende a subir nos próximos dias com o avanço da Operação Lava Jato e a realização de manifestações a favor de Lula e de setores pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Para o analista político, a saída para melhorar as condições de vida da população sem polarizar a sociedade seria a conquista de um projeto político que convença a maioria da população, hipótese cada vez mais distante da realidade política tanto do Brasil como da Venezuela.
"Em nenhum dos casos se conseguiu um projeto hegemônico. Sempre a metade do país esteve contra."
  • *Claudia Jardim foi colaborada da BBC Brasil em Caracas, onde cobriu a política venezuelana durante 11 anos. Há quatro meses ela produz reportagens sobre o Sudeste Asiático em Bangcoc, na Tailândia.

'Sexo oral por biscoitos': As denúncias de abuso sexual contra soldados e funcionários da ONU

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Image captionA maioria das denúncias vem de países da África, mas também há casos em locais como a Alemanha
"A menina, de sete anos, nos disse que fez sexo oral em soldados franceses em troca de uma garrafa de água e um pacote de biscoitos."
O relato da criança citada acima faz parte das muitas denúncias de crimes sexuais cometidos por soldados e funcionários da ONU nos últimos anos. O depoimento foi registrado por membros da Comissão de Direitos Humanos da organização, que divulgou este e outros casos em um comunicado elaborado em janeiro.
Na última sexta-feira, um informe foi divulgado como parte de uma nova política de "nomear e envergonhar" os responsáveis. A ONU adotou essa estratégia depois do escândalo envolvendo o abuso de crianças e adolescentes por seus soldados na República Centro-Africana, no ano passado.
O documento, apresentado pelo secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon, lista 99 novas denúncias de abuso sexual cometido por soldados e funcionários da organização em missões internacionais em 2015, o que reflete uma alta em relação aos 80 casos registrados em 2014.
Dos 99 casos denunciados em 2015, 69 foram de abusos cometidos por soldados em missões de paz e 30 por funcionários da ONU em outros setores.
E pela primeira vez foi divulgada a lista de países onde ocorreram as denúncias: Alemanha, Burundi, Gana, Senegal, Eslováquia, Madagascar, Ruanda, República Democrática do Congo, Burkina Fasso, Camarões, Tanzânia, Níger, Moldávia, Togo, África do Sul, Benin, Nigéria e Gabão.
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Image captionTambém houve acusações em países como o Haiti, devastado por conflito e terremoto
Também foram feitas denúncias contra funcionários de vários países europeus e do Canadá. A maioria dos abusos ocorreu na África, especialmente na República Centro-Africana. Também houve denúncias de exploração sexual no Haiti.
O relatório, porém, foi muito criticado pela ONG Code Blue, que monitora as denúncias contra soldados – os "capacetes azuis" – e funcionários das Nações Unidas.
"O que a ONU fez exatamente diante das mais de 1 mil denúncias de abuso sexual contra seus funcionários desde 2007? Debaixo da máscara de que toma alguma providência, o que realmente existe é a inércia", informou a ONG em um comunicado.

Ataques

O relatório da ONU pede que os países dos acusados julguem os culpados em seus tribunais e a criação de um banco de amostras de DNA de seus soldados para facilitar os processos criminais.
Mas, além dessas recomendações, pouca coisa mudou nos locais onde o órgão atua.
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Image captionA ONG Code Blue acusou a ONU de inércia e de viver em um "universo paralelo de burocracia"
Investigadores da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch, que visitaram a República Centro-Africana, denunciaram no mês passado a violação ou abuso sexual de pelo menos oito mulheres e meninas.
De acordo com a ONG, os ataques ocorreram entre outubro e dezembro de 2015, mais de um ano depois da eclosão do escândalo de abuso de menores por soldados franceses naquele mesmo país.
Uma adolescente de 14 anos falou com a Human Rights Watch:
"Eu passava pela base da Minusca (a missão da ONU no país) no aeroporto quando me atacaram. Os soldados estavam armados. Um segurou meus braços enquanto outro arrancou minha roupa. Jogaram-me em um pasto, e, enquanto um me segurava, outro me estuprou."
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Image captionAnders Kompass foi suspenso temporariamente de seu cargo na ONU após vazar documentos
Outra jovem de 18 anos afirmou ter sido estuprada quando foi pedir comida na base dos soldados da ONU na República Democrática do Congo.
"Três homens armados se jogaram em cima de mim e disseram que me matariam se eu os denunciasse. Todos eles me estupraram", disse a jovem.

Vazamento de informações

Em dezembro de 2015, um painel independente acusou as Nações Unidas de negligência grave ao lidar com as denúncias de abuso sexual por parte de soldados e funcionários em suas missões.
O painel criticou bastante o fato de a ONU não tomar providências diante de um catálogo de denúncias, especialmente as de exploração sexual por parte de soldados franceses na República Centro-Africana.
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Image captionAlto comissário para direitos humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein reconheceu em 2015 que a ONU demorou para passar informações a promotores na França
O general Romeo Dallaire, ex-comandante das tropas da organização em Ruanda durante o genocídio ocorrido em 1994, disse em 2015 que as denúncias de abuso de menores na República Centro-Africana lhe causava nojo.
"O caso vai totalmente contra a suposta razão pela qual as tropas são enviadas a campo em missão de paz", afirmou.
As acusações de inércia contra a ONU só chegaram à imprensa internacional depois das revelações de um funcionário da organização, Anders Kompass, que, frustrado diante da falta de ação da instituição, vazou um relatório confidencial sobre denúncias de abuso e o entregou a promotores da França.

Críticas e burocracia

A ONG Code Blue também criticou o comitê de especialistas nomeado pelas Nações Unidas para melhorar sua atuação diante das denúncias de abuso.
Segundo a ONG, o comitê é formado pelos mesmos indivíduos que ocupavam cargos de responsabilidade quando as violações anteriores foram reveladas.
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Image captionRelatório apresentado por Ban Ki-moon pede criação de banco com amostras de DNA dos soldados
"No universo paralelo da burocracia da ONU, os mesmos personagens que tiveram um papel ativo no fracasso da (missão na) República Centro-Africana agora supervisionam as mudanças para melhorar a situação. Quando as raposas estão encarregadas do galinheiro, o galinheiro está condenado", afirmou a Code Blue.
A ONG lembra ainda em seu comunicado as palavras do painel independente realizado depois do escândalo ocorrido no país africano.
"O fato de que o problema persiste, apesar de inúmeros relatórios de especialistas designados pela ONU nos últimos dez anos, só serve para aumentar a percepção de que a ONU está mais preocupada com a retórica do que com a ação."

domingo, 6 de março de 2016

Conheça Babak Zanjani, o bilionário condenado à morte por corrupção no Irã

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Image captionO empresário Babak Zanjani é acusado de desviar dinheiro de vendas de petróleo do Irã
Ele é um homens mais ricos do Irã e foi condenado à morte por corrupção. Trata-se do empresário Babak Zanjani.
Zanjani foi preso em dezembro de 2013 após ser acusado de apropriar-se de bilhões de dólares da venda de petróleo estatal realizada por meio de suas empresas, acusação que ele nega.
O empresário foi condenado por fraude e crimes econômicos, conforme anunciou na TV estatal o porta-voz do Judiciário iraniano, Gholam-Hossein Mohseni Ejehii.
No julgamento, promotores acusaram Zanjani de dever ao governo do Irã mais de US$ 2,7 bilhões em renda petroleira. Cabe recurso à sentença.
"Babak Zanjani é o homem mais rico do Irã. Em algum momento há alguns anos, sua renda anual superava a da Apple", diz Kasra Naji, do serviço iraniano da BBC.
Antes de ser detido, ele possuía empresas na Malásia, Emirados Árabes Unidos, Turquia e Tadjiquistão.
"No auge das sanções internacionais contra o Irã, o governo do então presidente Mahmoud Ahmadinejad repassou grandes quantidades de petróleo para Zanjani para venda, de modo a evitar as sanções", afirma Naji.
Zanjani foi então colocado na lista negra pelos Estados Unidos e pela União Europeia por ajudar o Irã a burlar as sanções.
O empresário reconheceu ter usado uma rede de empresas para vender milhões de barris em nome do governo desde 2010.
Image caption"Não faço política, apenas negócios. Estou orgulhoso de trabalhar como empresário para a República Islâmica do Irã", afirmou Zanjani em 2013
Mas acabou preso em 2013, apenas um dia depois que o recém-eleito presidente, o moderado Hassan Rouhani, prometera lutar contra a "corrupção financeira", sobretudo de "pessoas privilegiadas que se aproveitaram das sanções econômicas".
EUA, ONU e União Europeia anunciaram no começo deste ano a suspensão das sanções após a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) confirmar que o Irã cumprira as etapas necessárias para colocar em andamento o acordo nuclear com as grandes potências firmado em julho de 2015.

'Apenas negócios'

Zanjani nasceu em Teerã e estudou em uma universidade na Turquia.
Em 1999, ele assumiu a direção do Banco Central iraniano.
Sua fortuna é estimada em US$ 13 bilhões, embora ele também tenha acumulado muitas dívidas.
Até a União Europeia ter chamado a atenção sobre sua figura, poucos iranianos haviam ouvido falar dele, que àquela altura já era um dos empresários mais importantes do país.
Em entrevista em março de 2013 à Fardad Fahrazad, jornalista do serviço persa da BBC, Zanjani minimizou a importância de suas conexões políticas. "Não faço política, apenas negócios", disse na ocasião.
"Estou orgulhoso de trabalhar como empresário para a República Islâmica do Irã", afirmou.
Baseado em Dubai, Zanjani controlava uma rede de mais de 60 empresas, com interesses em diversos setores, como produção de cosméticos, petróleo e mercado financeiro.
Image captionZanjani começou a ser retratado de maneira negativa na imprensa iraniana, que chegou a divulgar imagem do empresário portando uma arma de fogo
Na época, Zanjani se queixava das sanções da União Europeia, dizendo que elas haviam produzido impacto negativo em seus negócios, obrigando-o a repatriar ativos de seu banco na Malásia.
"Devido aos problemas das sanções, tive que transferir ao Irã mais de US$ 5,2 bilhões de meus recursos no exterior", dizia.
Naquele mesmo ano, Zanjani foi notícia após a divulgação de fotos polêmicas. Ele aparecia dentro de um jatinho particular, ao lado de um oficial de segurança iraniano conhecido pelo papel na repressão contra manifestantes após as eleições presidenciais de 2009.
Em outra imagem ele aparecia com um revólver. Questionado sobre isso na entrevista à BBC, ele riu e disse que a foto era do tempo em que trabalhou no Iraque e todos andavam armados por questões de segurança.

'Herói'

Segundo Amir Azimi, jornalista do serviço iraniano da BBC, a história de Zanjani é tida por muitos como extraordinária.
Image copyrightEPA
Image captionNa foto de novembro de 2015, Babak Zanjani chega a um tribunal em Teerã carregando uma série de documentos
"Ele era um comerciante de peles de ovelha que passou a ser um jogador chave na venda de petróleo iraniano nos anos posteriores, durante o período das sanções internacionais por causa do programa nuclear do país", afirma.
"Ele considerava a si mesmo como um herói, um soldado econômico da Revolução Islâmica que ajudou a resgatar seu país quando o governo não podia vender petróleo. E, inclusive, se o governo tentava fazê-lo, os bancos internacionais não aceitavam transferências de dinheiro iraniano por causa das sanções", aponta o jornalista.
Ele criou uma das maiores empresas iranianas da história contemporânea, um conglomerado que incluía tudo, de transporte à construção, de clubes de futebol à venda de petróleo.
Chegou a estimar sua fortuna em torno de US$ 13,5 bilhões, uma cifra extraordinária para um país em que o Estado é dono da maior parte da economia e o setor privado sofre uma série de restrições.
Por anos, a sorte parecia estar do lado do empresário. Aparecia em fotos com funcionários do alto escalão e manifestava timidez ao exibir sua riqueza, como aviões e carros de luxo.
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Image captionO empresário teve um papel importante vendendo petróleo na gestão do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad
Mas quando os meios de comunicação começaram a informar sobre sua riqueza, a atenção se voltou a ele - e com os holofotes vieram as suspeitas.
Surgiram questionamentos sobre como ele havia acumulado dinheiro de forma tão rápida.
Ele foi investigado durante o governo de Mahmoud Ahmadinejad, e meses depois da posse de Hassan Rouhani foi preso e acusado de corrupção de desvio de dinheiro.
O Ministério do Petróleo do Irã afirma que o empresário deve US$ 1,9 bilhão ao órgão.
A equipe de advogados do empresário nega todas as acusações de corrupção e afirma que ele devolverá todo o dinheiro que tem caso seja libertado e possa retomar o acesso aos negócios.